Oficina: Relações Étnico Raciais e Cuidados em Saúde Diálogos e Reflexões

Nesta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, foi realizada, das 10h às 12h, no Auditório Dr. Fernando Proença de Gouvêa, do Hospital Municipal Evandro Freire (HMEF), a oficina “Relações Étnico Raciais e Cuidados em Saúde: Diálogos e Reflexões”. A atividade é direcionada a todos os colaboradores do Hospital Municipal Evandro Freire e da Coordenação de Emergência Regional da Ilha do Governador (CER Ilha), promovendo um espaço de diálogo sobre o racismo no ambiente de saúde, os impactos do preconceito racial e as estratégias para seu enfrentamento. A abertura será conduzida por Tiago Velloso, diretor-geral do HMEF e da CER Ilha, ressaltando a importância do compromisso institucional com a equidade, o respeito à diversidade e a construção de ambientes de trabalho e cuidado mais inclusivos.

A oficina contará com a participação de convidados com experiência acadêmica e institucional nas áreas de saúde coletiva, relações étnico raciais, estudos afro-brasileiros e indígenas e defesa de direitos. Entre os participantes estão Amanda de Moura Souza, diretora adjunta de graduação do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IESC/UFRJ); Maria de Lourdes T. Cavalcanti, diretora do IESC/UFRJ; Angela Brêtas, coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI/UFRJ); Maria da Soledade S. dos Santos, vice-diretora do IESC/UFRJ; Katya Gualter, da Coordenação da Ouvidoria-geral da UFRJ; e Philippe Almeida, diretor do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas da UFRJ. A participação desses profissionais contribuirá para ampliar o debate sobre as desigualdades raciais, o preconceito e suas repercussões nas relações profissionais e na assistência prestada aos usuários dos serviços de saúde.

A iniciativa busca estimular a reflexão crítica e fortalecer práticas antirracistas no cotidiano institucional, reconhecendo que o racismo pode influenciar o acesso aos serviços, o acolhimento, a qualidade da assistência e as experiências vivenciadas por pacientes e trabalhadores. Por meio do diálogo e da troca de conhecimentos, a atividade pretende sensibilizar os colaboradores para a identificação e o enfrentamento de atitudes discriminatórias, incentivando relações mais respeitosas e equitativas. A oficina reafirma, assim, a importância da educação permanente e do compromisso coletivo com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente a universalidade, a integralidade e a equidade, contribuindo para uma assistência humanizada, inclusiva e livre de discriminação racial.